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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Clique no quadrinho e divirta-se.

Por que?

Os porquês do Pedro...

- Por que o João só chora?
- Por que os desenhos e os programas acabam?
- Porque eu tenho que comer cenoura?
- Por que você jogou fora as flores? Você que tirou elas da terra, mãe?
- Por que eu tenho que ir no médico?
- Por que não pode comer muito chocolate?
- Por que eu tenho que ir dormir, mãe?
- Por que tem que tirar o pijama?
- Por que não pode chupar o dedo? Eu gosto!

E por aí vai...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu sou o caso deles - Novos Baianos




EU SOU O CASO DELES

Novos Baianos
Composição: Morais/ Galvão

Minha velha é louca por mim
Só porque eu sou assim
Meu pai, por sua vez
Se liga na minha
E nos "butecos" onde passa
Não dá outro papo

Eu sou o caso deles
Sou eu que esquento a vida deles
No fundo, no fundo
Coloco os velhos no mundo
Boto na realidade
Mostro a eternidade
Senão eles pensavam
Que tudo era "divino maravilhoso"
Levavam tudo na esportiva
Ficavam contanto com a sorte
E não se conformariam com a morte

Minha velha é louca por mim
Só porque eu sou assim!

Lei da Palmada II.

Lei da Palmada: antes de proibir é preciso informar

Se o governo quer contribuir na educação que um pai dá a seu filho então que o faça de maneira certa.

Por Mariliz Vargas

Este novo projeto de lei, que proíbe palmadas, beliscões e outros castigos físicos aplicados às crianças, é a princípio positiva, por levantar a questão a respeito dos meios que utilizamos para educar nossas crianças. O tema nos obriga a refletir sobre os métodos ditos educativos. O que leva um pai a bater numa criança? A palmada realmente tem função educativa ou coloca-se como manifestação de desequilíbrio de um adulto perante uma manifestação infantil? A palmada é, sem dúvida, uma forma de comunicação muito eficiente, que mostra no nível físico aquilo que não se conseguiu comunicar em qualquer outro nível. Mas tudo tem dois lados, e é preciso analisar todos os lados da questão para não corrermos o risco de medidas superficiais.

Esta é uma lei de proteção ao menor, que é naturalmente desfavorecido fisicamente, e por isso vitima fácil de abuso. Não é uma lei que proíbe que se eduque uma criança, mas tenta, através da ameaça de punição, segurar a mão de um pai que se lança em direção a uma criança, com todo o peso da sua posição de adulto.

Sabemos que o ideal não é agredir de maneira alguma, seja lá quem for, mas devido à complexidade da tarefa de educar uma criança, muitas vezes nos vemos sem alternativa. A ciência não nos oferece pistas confiáveis de qual melhor caminho a tomar, e muitas vezes parece mais confundir do que esclarecer. A tradição recomenda a palmada. A psicologia prescreve o diálogo, mas não fornece meios concretos para aplicar suas propostas na prática cotidiana. E o governo chega e impõe a sua lei. Agredir fisicamente não pode. Mas agredir verbalmente, que muitas vezes causa um dano ainda maior naquele pequeno ser, parece que continua valendo.

O fato é que esta lei nos exige mais empenho neste ato sagrado que é educar uma criança. Ele nos alerta do perigo do movimento fácil, irrefletido e irresponsável. Mas a tal lei pode escancarar a brecha da permissividade, retirando das mãos de um pai e de uma mãe, o poder de manifestar fisicamente aquilo que verbalmente nem sempre é eficiente.

Se o governo quer contribuir na educação que um pai dá a seu filho então que o faça de maneira certa. Ofereça a ele meios alternativos a este da palmada, informe este pai de algo que realmente o ajude, no mesmo ato que o informa de que ele está proibido de praticar a palmada. Podemos até concordar com a proibição deste gesto agressivo, mas o que poderá ser feito com uma criança que precisa ser contida?

Esta lei poderá agravar ainda mais este quadro. Não irá coibir os pais doentiamente violentos, assim como nenhuma lei coíbe o crime quando a intenção da pessoa é cometer o delito. Irá coibir aquele pai consciente, aquele que seguramente não cometeria extremos de violência contra seu filho. É justamente este pai que precisa ser informado dos seus direitos, de formas mais modernas e eficientes de lidar com seu filho, ou seja, de alternativas para a secular palmada.

Sobre a autora:

Mariliz Vargas é psicóloga, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Trabalha com Psicoterapia há mais de 20 anos. Ministra cursos e palestras sobre temas relacionados ao aprimoramento humano na busca por uma vida mais rica e feliz. Autora de inúmeros artigos publicados no jornal paranaense Gazeta do Povo, suplemento Viver Bem, e atualmente veiculados através da internet. Recentemente, Mariliz lançou os livros 'A Sabedoria do Não' e 'Você É Mais Forte Que a Dor', pela editora Rosea Nigrea.

Matéria retirada do site da Revista ZN.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Lei da Palmada.

Recente e polêmica.
Leia a matéria que saiu no site do yahoo e comente.
Ainda vamos falar muito sobre isso aqui no blog!

Para educar, é preciso ter paciência

Por Cristiana Vieira

É o fim dos tempos da palmada. Pelo menos é o que promete o tão comentado projeto de lei que coíbe a prática do castigo físico, homenageando os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A medida vem garantir ao menor de idade o direito de ser educado sem o uso de castigos corporais por parte dos pais ou responsáveis. "Quando o adulto bate, não está educando. Interrompe um comportamento errado, porque não conseguiu resolver o problema de outra maneira", explica a educadora Cris Poli, a SuperNanny, do SBT.

Na visão da experiente Cris, educar requer muita paciência e pode ser muito mais saudável e divertido do que se pensa. Para ela, qualquer intensidade da palmada significa agressão. Quando os pais estão estressados e querem resolver um problema rapidamente, apelam para o tapa. A criança que apanha só para de agir porque dói, o que não quer dizer que vai mudar de comportamento. "A educação é um processo consciente, e visa à formação do indivíduo", explica.

Mãe de três filhos e avó de quatro netos, Cris Poli está há quatro anos à frente do programa de TV semanal, onde já atendeu mais de 90 mil famílias. Diz que, nesses anos, encontrou muitos pais desestruturados emocionalmente . Então, os ajuda a organizarem uma rotina, a imporem regras claras e a associá-las ao "cantinho da disciplina" (um lugar para os pequenos ficarem de castigo).

Diz que, primeiro, os pais têm de estabelecer uma rotina, discutir o que está errado, mostrar como gostariam que fosse e, finalmente, definir a regra e fazer o filho entender e aceitar aquele acordo. "A criança tem de saber que é uma decisão dela obedecer à regra e que, quando desobedecer, terá consequência, que pode ser ficar de castigo no tapete, na cadeira, no degrau...", ensina. O tempo indicado para o castigo corresponde a um minuto por cada ano de idade, pois a criança não vai raciocinar por mais do que esse tempo. Quando acabar o castigo, é importante que se estabeleça um diálogo com carinho: "você está aqui porque aconteceu isso, mas eu amo você", e o adulto dá um beijo no pequeno.

Em compensação, quando a criança se comporta e obedece, deve haver um reconhecimento pelo esforço. Afinal, obedecer a regras não é fácil nem para o adulto. Também é importante que as normas sejam claras e concretas, para evitar o comportamento aleatório dos pais. Ou seja, evitar que, quando estiverem de bom humor, relaxem o castigo, ou quando estiverem mal humorados, sejam mais severos. Para Cris, o comportamento dos pais é norteado por outro fator: se foram agredidos na infância, vão usar a mesma metodologia com os filhos.

Em relação à lei, a educadora lembra que há outros tipos de violência que não deixam marcas na pele, como a agressão psicológica, que afeta a autoestima e deixa marcas para o resto da vida. Cris escuta muitos pais dizerem que não têm paciência. Mas alerta: "para ser pai ou mãe, tem de ter paciência!"

Sentimento de culpa - A lojista Maria Valdirene da Silva tem uma filha de 31 e outra de 20 anos. Orgulha-se por nunca ter recorrido à palmada para repreendê-las, embora admita que a mais nova até que já mereceu. "Sempre contava um, dois e três. Conversava tanto que me tornava chata. Tenho uma paciência de Jó." Val, como é conhecida, diz que foi criada sem castigo físico e que a única vez que apanhou foi da avó, com uma varetinha que nem doeu. Mas toda vez que a avó, que morreu aos 75 anos, lembrava daquela cena, caía no choro de tanto arrependimento. "Eu não queria bater para não ficar com aquilo me corroendo pelo resto da vida."

Mãe de Victor, de 5 anos, e de André, de 10 meses, a advogada Samanta Vaz Prado da Costa, de 35 anos, lembra que, quando criança, bastava um olhar de reprovação da sua mãe para ela entender que tinha feito algo de errado, e tremia de medo de apanhar. Lamenta que hoje em dia vê muitas crianças desrespeitarem a autoridade de pais e professores. "A palmada pode ser usada ao menos para amedrontá-los." Seu filho Victor, diz, é um doce. Mas está numa fase levada. E com a chegada do irmão, ficou enciumado. Quando ele apronta, para não bater, Samanta ameaça 50 vezes. Se precisar, confessa, dá uma palmada, mas não para machucar, ou o coloca de castigo.

Para a mãe e advogada, a lei deveria ser mais explícita. Pois não dá para comparar uma palmada com os casos apavorantes de espancamento. E vai mais longe: diz que deveria ter lei contra alunos que desrespeitam seus professores.

Outra mãe que recorre à palmada, mas só quando as filhas começam a brigar, é a assistente administrava Cláudia Regina Lopes Bergamini. Laura, a caçula de 1 ano e 9 meses, é a mais sapeca. Ela e Carolina, de 3 anos e meio, têm muitos, mas muitos brinquedos. Basta uma das duas escolher qualquer um deles para a disputa começar. A mãe coloca as duas de castigo e pede para pensarem na coisa feia que estão fazendo. "Se uma não obedece, a outra vai no embalo e faz o mesmo. Aí não tem jeito", justifica ela.

A psicóloga Mariana Taliba Chalfon acredita que não é necessário educar uma criança com palmada, mas acha que a lei só amedronta pais que não cometem maus tratos, pois os que já o fazem vão continuar usando a mesma metodologia. "O ideal seria haver um trabalho de conscientização desde o pré-natal."

Mariana acredita que a opção à palmada é o castigo, que funciona principalmente quando tem relação com um comportamento específico. Exemplo: se o filho está brigando para não almoçar, a mãe tem de deixá-lo sem o lanche da tarde. "Tirar o que gosta ajuda. Mas quando o problema da criança é não fazer a refeição, tirar o computador não vai surtir efeito."

Outro exemplo: quando o pequeno se comportar mal durante um evento social, é interessante explicar que naquele lugar as pessoas sabem se portar e aí dizer que ele vai ficar isolado por um instante até se acalmar. "Quando voltar, provavelmente ele vai repetir o comportamento. Aí, a mãe vai repetindo o castigo até a criança parar. Tem de ter paciência", avisa.

NOVA LEI - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou para o Congresso Nacional o projeto de lei que coíbe a prática do castigo físico. Para se tornar lei, ainda tem de ser aprovado pelo Legislativo e voltar para a sanção do presidente, o que só deve acontecer em 2011, por conta do recesso eleitoral.

O foco da medida é garantir ao menor de idade o direito de ser educado sem o uso de castigos corporais por parte dos pais ou responsáveis. Hoje, o ECA (Lei 8.069) condena maus tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus tratos seriam físicos ou morais.

O artigo 18 da nova lei define "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física, que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente." Para configurar a agressão, é necessário que haja testemunhas. A pena para os infratores é advertência, encaminhamento para programas de proteção à família e para tratamento psicológico.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dica de passeio na capital paulista.

Leve suas crianças:


A XIV Edição do Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional, que neste ano acontece em um novo cenário: o Parque do Trote / Mart Center, na Vila Guilherme, traz mais de 300 grupos artísticos e folclóricos, 240 espaços de culinária, artesanato e rancho tropeiro reunidos para um grande encontro da cultura paulista. Durante os dias do evento, os visitantes poderão fazer passeios nos carros de bois e charretes nos cerca de 250 cavalos e muares.

Com poucos passos os visitantes poderão conhecer os municípios, a culinária característica de cada um e o artesanato identitário, além de provar os sabores dos quitutes que acompanham as histórias da vovó como broas de milhos, doces de todas as cores, frutas e cheiros, bolinhos caipiras de farinha de milho, mandioca com recheios diversos, café torrado e moído na hora, feijão tropeiro, galinhada, afogados, virados e pratos diferentes como a Comida de Lobisomem de Joanópolis, o feijão Guandu de Piedade, a Tainha de Bom Jesus de Iguape entre outros. Basta apenas conferir!


Com a realização do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, a décima quarta edição do Revelando São Paulo - Festival da Cultura Paulista Tradicional contempla a herança e identidade cultural oriundas de 200 municípios do Estado no período de 10 a 19 de setembro. Desta vez, o evento terá um novo cenário: o Parque do Trote/Mart Center, na Vila Guilherme, Zona Norte da capital paulista.


SERVIÇO
Data: 10 a 19 de setembro de 2010
Horário: das 09h às 22h - ENTRADA GRATUITA

Local: Parque Vila Guilherme/Trote e Mart Center
Endereço: Avenida Nadir Dias de Figueiredo s/n – Vila Guilherme

Acompanhe pelo twitter: http://twitter.com/revelandosp

No site da Abaçai, você encontra a programação detalhada, linhas de ônibus partindo dos metrôs Santana e Carandiru. Haverá traslado de trenzinho entre o evento e o metrô.


Sexta - 10 de Setembro
IX Em Torno da Mesa Paulista Tradicional
X Rancho tropeiro – Abertura

Sábado - 11 de Setembro
III Encontro de Orquestras de Viola
X Festival da Amizade - Previsão de 30 grupos das comunidades étnicas de São Paulo

Domingo - 12 de Setembro
Cerimônia da Paz - Por uma Década de Cultura de Paz - Memorial da América Latina
Início da Cerimônia Transreligiosa - O Sagrado na Metrópole IX Festival da Amizade – Continuação Chegada da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida

Segunda - 13 de Setembro
Tarde das Serestas
XII Encontro das manifestações cosmopolitas

Terça - 14 de Setembro
III Encontro de Bandas e Fanfarras
XII Encontro das manifestações cosmopolitas – Continuação

Quarta - 15 de Setembro
X Encontro de Violeiros
XI Encontro de Sanfoneiros

Quinta - 16 de Setembro
XI Encontro de Catira
XII Encontro de São Gonçalo VIII Encontro de Adoradores da Santa Cruz IV Encontro de Fandango II Cururu

Sexta - 17 de Setembro
Encontro de Quadrilhas
IX Noite de São João

Sábado - 18 de Setembro
XVII Festival de Bonecos de Rua e Cabeções
XI Reiada (Encontro de Folias de Reis) XI Festa de Cosme e Damião Corrida de Cavalhadas IX Noite dos Tambores

Domingo - 19 de Setembro
Corrida de Cavalhada
XI Encontro de caminheiros
XIII Encontro de Romeiros
XII Congado Paulista
Despedida da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ensinando bons modos.

Meu Pedro é um cavalheiro.
A educação faz parte do dia a dia dele há tempo.
Por favor, obrigado e com licença são palavras comuns no vasto vocabulário do meu pequeno. Caso duas pessoas estejam conversando e ele queira falar...sai um "com licença"; se ele quer algo..."por favor"; se é atendido..."obrigado". Só anda na rua de mãos dadas, tira o tênis antes de entrar em casa, lava as mãos assim que chega da rua, faz suas orações antes das refeições, joga o lixo "no lixo" etc. Tudo isso, lógico, ele aprendeu depois de muita insistência, massificação auditiva e exemplo da parte dos pais.
Bom, a gente também erra! Ontem mesmo estávamos todos à mesa durante o café da manhã e sem querer fiz um comentário com meu esposo "com a boca cheia". Foi o suficiente para eu ouvir:
- Mãe, não fala de boca cheia! Pode engasgar!
Tive que me desculpar com todos e dizer que eu havia feito sem querer e sem perceber mas que ele estava certíssimo: se ficar falando de boca cheia, além de ser feio, pode engasgar mesmo.
Outro dia ele me ajudou com algo e eu agradeci, dizendo "obrigado Pedro". Ops...o radarzinho dele estava ligado e ele logo detectou um erro e me corrigiu:
- "Mãe, você falou errado! Você é menina, você fala obrigada!"

Ai, minha cara! Verdade, meninas falam obrigada.
Criei um monstrinho!
Esse Pedro...

Essas crianças...

Desde que tive meu filho Pedro penso em escrever. Não apenas algo para as mães mas compartilhar com todos as alegrias, sustos, tristezas, emoções e até os momentos de raiva que todos os pais passam com seus filhos.
Cada filho é único, não dá para generalizar. Mas existem coisas que toda criança faz, sem exceções...quem tem filho vai se identificar, quem pensa em ter filhos...vai se surpreender!

Além disso, quem é de Sorocaba e região poderá conferir, aqui, dicas de passeios, programação cultural e outras atividades voltadas para a família, conferidas e recomendadas por mim.